Segunda à sexta-feira, das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min
Atendimento (45) 3259-1150; 3259-1281; 3259-1282; 3259-1361; 3259-1551
Você está em: Página Inicial > Notícias > Post
| 06/01/2022 - 13:57
ALERTA SOBRE A CIRCULAÇÃO DO VÍRUS INFLUENZA A (H3N2) NO PARANÁ


 ALERTA SOBRE A CIRCULAÇÃO DO VÍRUS INFLUENZA A (H3N2) NO PARANÁ

 

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, ALERTA sobre a circulação do vírus Influenza A (H3N2), com transmissão considerada comunitária – quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

DEFINIÇÃO DE CASO:

Síndrome Gripal (SG) - Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, congestão nasal, dores musculares, distúrbios olfativos ou gustativos, fadiga, vômitos e diarréia.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão ou dor persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto.

PERÍODO DE TRANSMISSÃO

O período de transmissão é de 1 dia antes do desenvolvimento dos sintomas e até 5 a 7 dias após adoecer.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O tempo desde o momento em que uma pessoa é exposta e infectada pela gripe até o início dos sintomas é de cerca de 2 dias, mas pode variar de 1 a 4 dias.

 

FATORES DE RISCO

Pessoas com maior risco de complicações atribuíveis à Influenza grave:

• Todas as crianças de 6 meses e menores de 5 anos, especialmente menores de 2 anos apresentam maior risco de hospitalização e menores de 6 meses maior taxa de mortalidade);

• Todas as pessoas com idade ≥ 60 anos;

• Adultos e crianças com doenças pulmonares crônicas (incluindo asma), cardiovasculares (excluindo hipertensão isolada), renais, hepáticas, neurológicas (que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração, como disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE

ou doenças neuromusculares), hematológicas (incluindo anemia falciforme) ou metabólicas (incluindo diabetes mellitus); • Pessoas imunocomprometidas devido a qualquer causa (incluindo, mas não se limitando a imunossupressão causada por medicamentos, neoplasias ou infecção por HIV);

• Gestantes e puérperas (até 2 semanas após o parto, incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal);

• Crianças e adolescentes (com idades entre 6 meses e 18 anos) que estão recebendo medicamentos contendo aspirina ou salicilato e que podem estar em risco de desenvolver a síndrome de Reye após a infecção pelo vírus da influenza;

• Residentes de lares de idosos e outras instituições de cuidados de longo prazo;

• Povos indígenas, população privada de liberdade, e

• Pessoas extremamente obesas (índice de massa corporal ≥40 para adultos).

 

COMPLICAÇÕES

Alguns casos podem evoluir com complicações, especialmente em indivíduos com doença crônica, idosos e crianças menores de 2 anos, o que acarreta elevados níveis de morbimortalidade. As mais comuns são:

• pneumonia bacteriana e por outros vírus;

• sinusite;

• otite;

• desidratação;

• piora das doenças crônicas;

• pneumonia primária por Influenza, que ocorre predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares (especialmente doença reumática com estenose mitral) ou em mulheres grávidas.

A principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

 

IMUNIZAÇÃO

A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com o propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo.

A vacina influenza (fragmentada, inativada) é uma suspensão composta por diferentes cepas do vírus influenza fragmentados e purificados, apresentando em sua composição antígenos Hemaglutinina (HA) atualizados anualmente conforme boletins epidemiológicos anuais que apontam o tipo e a cepa de vírus circulante de forma predominante no território. A vacina pode ser administrada antes da exposição ao vírus, sendo capaz de promover imunidade efetiva e segura durante o período de circulação sazonal do vírus. A vacina utilizada no país em 2021, protege para três subtipos do vírus Influenza: A/Victoria/2570/2019 (H1N1) pdm09, A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2) e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

A vacina da Influenza poderá ser aplicada concomitantemente com a vacina da COVID-19 e demais vacinas, não mais sendo exigido o intervalo mínimo entre as vacinas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu como grupos de elevada prioridade para a vacinação os profissionais da área da saúde e os idosos. A seguir, sem ordem de prioridade, viriam as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e portadores de determinadas doenças crônicas.

Diante das baixas coberturas vacinais alcançadas na Campanha da Influenza em 2021, e considerando a confirmação recente de casos de Influenza A H3N2 no estado, recomenda-se a intensificação vacinal nos municípios que dispõem de estoque, com oferta da vacina lnfluenza para toda a população a partir dos 06 meses de idade, priorizando os grupos citados no item anterior. Vale frisar que o PNI não recomenda a revacinação e o esquema de vacinação abaixo deve ser rigorosamente cumprido.

 

RECOMENDAÇÕES PARA A POPULAÇÃO:

Sobre a circulação do vírus Influenza A (H3N2) no Paraná, orientar a vacinação anual contra a influenza, uma vez que a vacina é a intervenção mais importante para evitar casos graves e mortes pela doença e intensificar as medidas que evitam a transmissão dos vírus respiratórios:

• Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento. No caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel a 70%;

• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

• Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

• Manter os ambientes bem ventilados;

• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de Síndrome Gripal;

• Evitar sair de casa em período de transmissão da doença;

• Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);

• Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

• Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar os sintomas, e

• Buscar atendimento médico em caso de sinais e sintomas compatíveis com a doença, tais com: aparecimento súbito de: calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e hiperemia conjuntival.

 

PARA MAIS INFORMAÇÕES, ACESSAR:

- Informes Epidemiológicos de Influenza no Paraná: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Influenza-Gripe

- Site sobre Influenza do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z-1/g/gripe-influenza

Leia Mais
Tecnologia e desenvolvimento